ROSANGELA
Rosangela deveras me mostrasse
A sorte mais benquista e desejada,
No sonho refletindo esta alvorada
Vencendo o quanto possa algum impasse,
No todo que decerto a vida trace
Depois de na verdade não ter nada,
A senda a cada passo desbravada
Meu mundo noutro instante em desenlace,
Angélica beleza no canteiro
Traçando este caminho, o derradeiro,
Que o velho jardineiro procurava,
E sendo agora enfim suave e nobre
O quanto deste tanto se descobre
Enquanto a poesia em paz moldava...
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