SABRINA
O tempo dita a sorte de quem tenta
Vencer os dias rudes e tempestas,
E quando em tuas mãos a sorte gestas
Aplacas o que seja uma tormenta,
E quando vejo a vida virulenta,
Ousando perceber por entre as frestas
Imagens tão diversas, dores, festas,
O sonho noutro sonho se alimenta.
E vejo esta ninfeta que emoldura
A sorte superando com ternura
Uma amargura atroz que desatina,
Depois de tantos anos, solitário,
O sonho me conduz ao mundo vário
Que trazes junto a ti, bela Sabrina...
Nenhum comentário:
Postar um comentário