Um verso traduzisse o quanto traz
A vida de quem tanto quer além
E o quanto da esperança já contém
O mundo que tramasse a imensa paz,
O sonho na verdade contumaz,
O passo que deveras sempre vem
Marcando mansamente o raro bem
Que nada nem o tempo enfim desfaz,
E tento num soneto tão simplório
Um canto que moldasse, peremptório,
As teias que enredassem a amizade
Grassando as mais diversas cordilheiras
Traçando na verdade o quanto queiras
No raro encantamento que me invade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário