Vulcânica explosão dita o prazer
Vulcânica explosão dita o prazer
Que sobre a tez em lavas se derrama,
Mantendo incandescente a forte chama
Do amor que dentro em nós nos faz viver.
Dita o prazer vulcânica explosão
Que irrompe em nossos corpos orvalhados,
Loucos d’amor, os dois entrelaçados,
Na força da volúpia e da paixão.
Murmúrios d’emoção que, das gargantas,
escapam a traduzir carícias tantas,
na intimidade morna de nós dois.
Nós, lânguidos amantes desmedidos,
Olhamos, um ao outro, enternecidos
Entregues ao silêncio do depois.
Edir Pina de Barros
Nas tramas envolventes esta fúria
Que tanto me acalenta e enquanto invade,
Gerando num momento a tempestade
Deixando para trás qualquer incúria
Nas mais audazes luzes asas alças
E vago entre meus sonhos e delírios
Já não concebo mais tantos martírios
E nisto o que decerto em paz realças
Navego pelas ondas mais audazes
E vejo o quanto possa num repente
Marcar o que decerto em envolvente
Cenário com ternura em gozo trazes,
E sei desta eclosão em gêiser feita,
Enquanto a lua além, já se deleita.
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