BOCETA
Guardando uma esperança lá no fundo
Aquilo que nos resta, antes do fim,
Da força desta imagem eu me inundo
E bebo a fantasia, sou assim.
Se em meio às tempestades me aprofundo,
A vida se tornando então ruim,
O velho coração de um vagabundo
Procura algum apoio e vejo enfim
Depois de ter perdido tudo, tudo,
Nas sendas mais profícuas eu me iludo
Com o que resta após a tempestade...
Nas mãos desta esperança que se encaixa
Abrindo com ternura última caixa
Terei, posso dizer Felicidade...
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