quarta-feira, 26 de outubro de 2011

FALASSE DE AMOR

FALASSE DE AMOR

Eu falo dos amores como quem
Viveu tal esperança a vida inteira,
Cansado de buscar, não ter ninguém,
Apodreceu inerte esta roseira

Que um dia imaginei toda florida,
Perfumes invadindo a minha casa,
Assim também passei a minha vida,
Um pássaro podado e já sem asa

Cativo deste sonho, liberdade,
Amanhecendo só, bebendo o sol,
Imaginando plena claridade
Servindo – quem me- dera, de farol...

E trago no meu peito, a amarga treva,
Lá fora, eternamente sempre neva...

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