A fronte sonhadora se ergue e vê
Aquela a quem desejo mais que tudo,
Percebo quanto é vão, mas eu me iludo
E teimo em navegar, porém cadê?
Fugiste para longe onde se crê
Num mundo tão espúrio, enfim miúdo,
Deixando-me deveras quase mudo,
Sem ter sequer razão, não sei por que...
Perpetuando o sonho, nada vejo
Senão a fria máscara do medo,
Enquanto caminheiro, eu me concedo
Além de um simples toque, algum lampejo,
Expresso nos meus versos quanto eu quero
Um tempo em que o sonhar seja sincero...
Nenhum comentário:
Postar um comentário