AFLORANDO
Andava tão tristonho, tantas urzes...
Buscando um sentimento que pensara
Estar adormecido sem ter luzes
Que pudessem luzir joia tão rara.
Mal sabia, entretanto, que produzes,
Emanando dos olhos; sorte clara,
Ao tanto que deveras me conduzes,
Ao mesmo tempo, forte, me antepara.
Essa força gentil, tão procurada,
Tantas vezes passou despercebida;
Quantas vezes; pensei: não resta nada...
Somente bem depois, há pouco, agora,
Percebendo a rudeza desta vida,
A bela primavera enfim se aflora...
LOURES
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