quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Ao nada...

Ao nada...

Estou em desatino em louco desengano,
Se por tão longo tempo, amor em mim durara,
A vida desditosa, a morte me prepara.
Amor um sentimento enorme e soberano!

Por tantas vezes tive a certeza deste plano
Que a sorte preparou, delicadeza rara,
De ter essa mulher que nunca me enganara
Em toda eternidade; amor total, me ufano!

Destino traiçoeiro inocula o veneno
Da serpe solidão! Amor foi tão pequeno;
Sem base, sem raízes, que logo se acabou...

Adeus já me permite um vago sentimento,
Quem fora minha sina, espalha-se no vento...
Que mesmo sem sentir ao nada me levou...

Loures

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