As asas da vitória
Paraíso em teu canto, ave bela e mais rara...
Ergueste teu castelo em meio ao que me invade
Feito de etéreo fumo, asas da liberdade.
A mão que me maltrata; a mesma que te ampara.
Persegues nova vida em sonhos, mansa e cara.
Aonde tenha amor, sincera amizade,
E a paz d’um paraíso: a tal felicidade!
Teu canto encantador, a vida tão amara!
No teu castelo em dor, a flor não mais perfume,
O sonho se esvaindo, o que sobra? Queixume...
Amor que sempre fora o retrato da glória,
Adormecido... Quieto... Espreita atocaiado,
Que outro castelo surja em outro, manso, prado.
Nas asas da ave, além, o sonho de vitória...
Loures
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