UM SONHO?
Na noite, caminhando pelos bares,
Em busca deste sonho que morreu.
Mesmo na claridade, um mundo ateu,
Em lágrimas impede tais luares,
Procuro nos bordéis e nos altares
Amores que se foram, nada é meu,
Nem sombra do que fui sobreviveu.
Enquanto noutro rumo, caminhares,
E meus olhos perseguem esperança...
A cada novo beijo, a dor avança.
Aumenta esta distância: nada traz,
Ninguém percebe, morro a cada instante.
Procuro minha amada, e a dor garante
A fúria de um vazio mais voraz...
LOURES
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