Amada, há quanto tempo te procuro
Em todas as estâncias, campos, praças...
O chão em que plantei deveras duro,
Perdeu-se de teu rumo nas fumaças
Mas venho te pedir, em céu escuro
Que voltes e perdoes minhas farsas...
Querida, há tanta coisa por dizer,
Sou resto que caminha sem teu braço,
Não posso mais, por isso, me conter,
E falo em cada verso em que refaço
Meus passos pela vida, por saber
O quanto necessito teu regaço...
Volte minha amada, eu te proponho,
Sonharmos novamente o mesmo sonho.
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