As aves tão distantes desta aurora
Alçando em migração livres espaços
Nos cantos e nas ruas, amor deflora
O rosto adolescente, sexos lassos,
Nos sarros e nas manhas já se aflora
Os dedos que procuram seus pedaços.
Nos carros, nas esquinas, sem ter hora
As roupas vão descendo nos abraços.
Os seios entre dentes e lambidas,
As coxas entreabertas desejosas,
As mãos vão percorrendo desabridas
Os rumos inerentes, sensuais,
Estrelas adormecem caprichosas,
O sol ao renascer quererá mais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário