Coração, navegante sem paragem
Em busca de horizontes já perdidos.
Não teme as tempestades na viagem
Nem medos que torturam, escondidos...
De quando em vez inventa uma bobagem
Passando por caminhos conhecidos.
No fundo me parece molecagem,
Voltar para esses cais já esquecidos...
Embora essas saudades desvalidas
Pareçam o temor de prosseguir,
Irritam quando são tão repetidas.
O mar é tão imenso, coração,
Por que tu tens o medo de seguir?
No passado é que está a assombração!
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