Destino relegara-me à tristeza,
Onde jamais a lua penetrasse.
Fechando toda porta pr’a beleza.
Somente o vento frio, enfim, passasse...
Destino relegara-me ao vazio,
Da noite que jamais terminaria.
Sabendo que no inverno sem estio,
Depois de certo tempo, morreria...
Destino não previra uma chegada,
Em meio a glaciais caricaturas;
Dos olhos tão sutis desta alvorada,
Tramando a maciez nas desventuras...
Reconheço esse espectro em esplendor,
Reflexo dos teus olhos, meu amor!
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