Escarpas e falésias do desejo
São urzes, cruzes, pedras, são espinhos.
Se tanto teimo quanto te azulejo
Nos versos que te faço, tão sozinhos...
Nas arcas dos meus sonhos esquecidos
Nas barcas, tantas cracas, incertezas.
Dos tempos mais doridos, mais sofridos,
Sobraram tantos sustos e tristezas...
Mas amo quem me adora, e isso é fato,
Não vejo quaisquer erros em te amar.
Sentido mais direto, mesmo abstrato,
O trato que fizemos renovar.
Nos bares, ares, cumes e luares,
Nos pântanos, charnecas: sempre amares!
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