Espírito dormente da floresta,
Não deixe que maltratem suas filhas...
Das verdes esperanças pouco resta.
As matas se transformam parcas ilhas...
De máquinas vorazes, tudo infesta,
Matando tantas belas maravilhas.
A vida se fará mais indigesta
O mundo seguirá por tristes trilhas...
Acorda! Te implorando, meu futuro,
Num triste solilóquio quase pranto...
Não deixe adormecer um mundo escuro,
Nem deixe de viver cada segundo;
Na luta pelo vivo e doce encanto,
Da vida que trará um novo mundo!
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