Galopes entre estrelas e cometas,
Oásis de abundância, vinhos, gozos...
Os olhos desferindo frias setas
Deixando os dias sempre nebulosos.
Quais velhos procurando por ninfetas
Delírios decadentes, caprichosos,
Amores transformando suas metas,
Vestindo tais mortalhas, rancorosos...
Eu bebo da saudade que não tenho,
Risíveis meus caminhos, sem ninguém.
Aguardo numa esquina, perco o trem.
Embora persistente, meu empenho
De nada adiantou, vou sem corcel,
Vagando sem estrelas, morro céu...
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