Horrores que se expõem a cada gozo
Nos templos e da pátria, vendilhões.
O manto que se fora glorioso
Cortado em mil pedaços, podridões.
Amiga, me permita, caprichoso,
Não suportar tal súcia de ladrões.
A fome se espalhando em ar leproso.
No amargo das estrelas e paixões.
Vendetas que se fazem todo dia,
Prostituindo os frágeis e as mulheres.
Banquete desta corja em mil talheres
Ao devorarem sempre esta iguaria
Que é feita pela carne dos cordeiros,
Nas Câmaras, Congressos e puteiros.
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