A liberdade rasga a madrugada
Exposta em cada esquina da cidade.
Rosnando com os cães numa calçada
Desnuda nos bordéis em tempestade.
Nos goles de aguardente, rum e gim.
Gemidos espalhados nos motéis.
Liberdade agoniza dentro em mim
E verte sem limites, méis e féis.
No corpo da vadia que me roça,
Sarcástica se mostra; insanamente.
Às vezes tão irônica faz troça
Em outras se desnuda totalmente.
A liberdade foge das paixões,
Vertendo em riso e gozo, as podridões...
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