Lúgubre melodia que deixaste
Nos maus momentos, todos, te relembro...
A morte deste amor deu-se em dezembro,
No mais exato instante que chegaste.
Teu corpo tão franzino uma fina haste,
Nas cicatrizes todas me desmembro,
Devorou cada parte, cada membro.
A vida, em podridão, já carregaste!
No beijo viperino, teu carinho,
Nas vísceras expostas, regozijo.
Rapineira, das dores forjas ninho.
Vestígios de ilusão, profunda chaga.
Porém te imploro: volte. Aliás: exijo!
Nenhum comentário:
Postar um comentário