Meu verso vai dispersa bomba atômica
Rasgando o que puder em faca e riso.
A voz que imbeciliza morre cômica
A morte do idiota é o paraíso.
Meu verso uma trombeta sem juízo
Palavra vai matando e morre agônica
Alarmes exauridos num aviso
Não quero estupidez que seja harmônica
Nem mesmo o quanto nada sobrará
Do verso que não fiz e não farei
Falando deste amor que restará
Depois de todo o podre que plantei
Batalhas que emboscaram liberdade
Restando esta mortal tranqüilidade...
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