Minha alma em suas pétalas perdida,
Beberrona; aguardentes não dispensa.
Vadia; nas saudades vai carpida
Comendo toda a carne da despensa.
Minha alma nos bordéis prostituída
Deseja a santa orgia em recompensa,
Entrando nestas coxas vê saída
E sangra a noite inteira, ereta e tensa.
De leites e deleites sendo feita
Minha alma vagabunda se deleita
Em lúbricos desejos em gandaias.
Nas gôndolas deixadas no passado,
Um templo divinal adivinhado
Ao suspender morena, as tuas saias...
Nenhum comentário:
Postar um comentário