Na farsa deste olhar sem horizonte
No quanto aponte a vida sem noção
Dos dias que deveras mostrarão
O tanto enquanto a sorte não desponte,
E quando na verdade desaponte
Eclode com certeza esta emoção
Matando o quanto houvera de ilusão
Negando para a morte a sorte e a ponte,
As velhas armadilhas da esperança
O passo que de fato enfim se cansa
E a luta não alcança o que propôs,
A lenda de uma sorte mais diversa
Aos poucos com terror já desconversa
E o nada no vazio se entrepôs...
Loures
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