Não quero acreditar nesta derrota
Que a sorte insiste tanto em me impingir
E sinto que em verdade o meu porvir
Apenas o vazio ora denota,
E quando a solidão meu peito nota
Marcando o quanto possa presumir,
De fato o que restara e que há de vir
Invade o velho cais, farsante frota,
E o frêmito dos mares num marulho
Traçando muito além do que me orgulho
Prepara a derrocada e nada tenho,
Será que no final resistiria?
A vida sendo falsa e tão sombria,
O sonho mesmo assim se faz ferrenho...
Loures
Nenhum comentário:
Postar um comentário