Não quero teus pudores, falsidade,
Apenas os teus gozos mais vorazes.
Na carne que faminta a carne invade
Penetro com firmeza estas tenazes
E sangro com desejos a vontade
Que sabes, plenamente mais capazes
Na cópula se mostra a divindade
Carícias mais profanas, tão audazes.
Não quero o teu disfarce, pobre atriz,
Mostrando tua fúria meretriz
Nos cios e nos olhos esfaimados.
Nos reboliços todos, fogo intenso
No gozo que se mostra bem mais denso
Nas loucas seduções , doces pecados...
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