Nas farsas que tramamos pela vida
Rondando bares, noites, aguardentes
Cravando bem mais fortes nossos dentes
Fechando da esperança uma saída
Soubemos encontrar doce ferida
Criada pelos sonhos penitentes,
Rasgando as madrugadas quais dementes,
Deixando a que sonhara; em despedida.
Um pássaro que em trevas faz seu ninho,
Amigos, mesma súcia, mesmo bando.
Bebendo; sanguinários, todo o vinho
Que exalam os amantes descuidados,
Porões de uma existência penetrando,
Na trama abençoada dos pecados
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