No gosto desta boca viperina
Furores, histerias, convulsões,
Na chaga que se fez intra-uterina
A linfa se esparrama aos borbotões.
Tua presença amarga e tão ferina
Veneno em que se encharcam multidões
Disforme, placentária e feminina
Profanas quem se entrega nas paixões.
A tua cusparada em minha cara,
Custou-me um velho sonho, ser feliz.
Tua alma apodrecida em tanta escara
Escória do que um dia pensei fêmea.
Porém te analisando, algo me diz
Que eu encontrei enfim, minha alma gêmea.
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