No ventre que em desgraças gera um sonho,
No tédio do não ser ou tentar ser.
Recebo o vão sorriso mais bisonho
E bebo do vazio sem saber.
Eleitos caminheiros, não proponho
Nem mesmo o que não pude responder.
Quem dera se pudesse, um ser medonho,
O cálice da vida apodrecer.
A morte não me quer mais como esposo,
Veneno que me dás; refino e gozo,
Cadáveres iguais que se procuram,
Desgostos, maldições são nossa herança.
Serpentes tão venais se engravidaram,
Gerando a liberdade. Uma criança...
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