domingo, 25 de março de 2012

Nos campos mais formosos d’onde vens,

Nos campos mais formosos d’onde vens,
As águas violentas deste rio...
Escondes as malícias, más origens,
No prado verdejante deste estio.
Recebendo as mensagens dessas nuvens,
Espreito teu olhar tão manso e frio,
Quem prometia calmaria, aragens,
Demonstra um coração falso e vazio.
Nas cores maviosas deste abril,
Os olhos da pantera se disfarçam,
O céu emoldurado, belo anil,
Transmuda-se feroz quando sorris,
Destinos diferentes já se traçam...
Com outra, eu te garanto, fui feliz!

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