Nos mares que trafegas, marinheiro
Quem dera se pudesse timoneiro.
Mas vendo o meu destino por inteiro
Sentindo que esse sonho é verdadeiro
Audácias e falácias falas tanto
Resumes em palavras desencanto
Rasgando sem pecados belo manto
Fagulhas que se espalham mostram quanto
Do tanto que não tinhas nem quisesses
Nem vendo esta imundície feita em preces
Vendendo a carne podre nas quermesses,
O quase que não nada cedo teces
E vives deste amor que não professas
Apenas em mentiras e conversas...
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