Nos trajes imbecis de uma esperança
Perdido e sem destino, eu me retiro.
A morte salvará nossa aliança
Vendida nos botecos. Eu prefiro
O gosto mais mordaz da boca imunda
Sagazes ilusões não salvarão
Legado ao quase nada, amor afunda
O resto de alegria; no porão.
Podando o arvoredo em frio corte,
Não deixa nem sequer algum resquício
Do quão foi necessário um novo norte
Jogado do mais alto precipício.
Eu vejo meu espelho no teu rosto
Em lúbrico reflexo, agora exposto...
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