Num campesino sonho, libertário
Igualdades; quisera e nada tive,
Na mórbida ilusão, um temerário
Caminho que tracei; mas não contive.
Um velho que passeia solitário
E tudo o que viveu, inda revive,
Ouvindo ressoar o campanário
Distante do que quis só sobrevive.
Do mundo que eu sonhei, da liberdade,
Pressinto que sobrou triste falência
Vigora tão somente uma indecência
Calando o que mais quis, mas na verdade
Resiste no meu peito uma esperança
Amizade e perdão em aliança.
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