O corte mais profundo da navalha
Lanhando minha carne, deixa exposto
O sonho que professa quem trabalha
Na marca que hoje sulca um velho rosto.
Humanidade goza da bandalha
Deixando para trás como anteposto
O sangue apodrecido da gentalha
Lavado com facadas de “bom gosto”.
Nos gumes desta faca posso ver
A face apodrecida da maçã,
Tornando uma esperança quase vã
Em nome da alegria e do prazer.
Amor agora é só mercadoria,
Felicidade é feita em putaria...
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