domingo, 11 de março de 2012

O que se faça

O que se faça

Não quero mais saber do que se faça
A vida noutro rumo sem sentir
O quanto poderia no porvir
Vivendo e se esvaindo qual fumaça.

A luta que se esboça e não se traça
Na sensação diversa a me impedir
Do todo que se tenta consumir
E vaga nesta luta, mesmo escassa,

As armas que deponho, o medo e o frio,
Apenas o cenário ora desfio
E vejo o quanto resta bem depois,

Do tanto que se esboça cada fato,
Nas tramas mais diversas que constato
O sonho se aproxima de nós dois...


Marcos Loures

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