Os olhos penetrantes da pantera
Que sempre me conquistam, multiplicam
As cores que procuro se triplicam
Prometem o fulgor da primavera.
Apaixonadamente me torturam
E beijam minha boca, sem perdão.
Nos olhos multicores tal clarão
Nem mesmo nas estrelas se procuram.
O fogo derramando sobre a terra,
Pantera que me fez sonhar demais.
O gozo de teu gosto satisfaz
Desejo que em teu gozo já se encerra.
Sincera e mansamente te declaro.
Beleza sem igual, cristal tão raro.
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