Penélope; não quero. Nem Amélia.
Quero essa companheira venenosa...
Não quero mais suspiros de camélia.
Um cravo que se entranha nesta rosa.
Venenos encontrei na tal lobélia
A vida se tornou mais pavorosa...
Eu quero os desatinos da bromélia,
Nem precisa que sejas tão formosa...
Olorosas as flores que plantei,
No quadrado que chamo de jardim...
As entranhas da terra fecundei...
Nos meus olhos brilharam neste hibisco...
O perfume roubei deste jasmim...
Das estrelas eu fiz meu obelisco.
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