Quero ser aprendiz de feiticeiro,
Fazer meus versos simples sem buril.
Cantar amor, meu sonho mais brejeiro
No meio da poeira, pueril...
Quero aprender da vida, por inteiro,
O que, bem antes, fora mais gentil.
Sem medo da batalha, amor primeiro
É feito de meu sonho a cada pio.
Minhas mãos calejadas não se calam,
Procuro em formas límpidas, meu sal.
Essas palavras soltas tanto entalam,
Que se não as escrevo, fazem mal.
Os perfumes qu’as almas sempre exalam,
Carrego bem comigo, no bornal...
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