domingo, 11 de março de 2012

Se quero tantas luzes, brilhos, festas.

Se quero tantas luzes, brilhos, festas.
Nas danças que danamos toda a noite.
Amamos os venenos que me emprestas
Que cortam e me queimam como açoite...

Roubando toda a cena, uma agonia.
De tristes argumentos, merencória.
Tornando a nossa noite bem mais fria,
Transmuda toda a cena, inibe a glória...

Do teu sorriso, amiga, uma lembrança
Apenas me restou como um retrato.
Na festa que queria, tanta dança,

A lágrima rolada é duro fato.
Mas saiba que amanhã renasce o dia;
Quem sabe, na alvorada, uma alegria?

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