A sombra quando passas; vira sobra,
As uvas viram passas, peças finas.
Os olhos enigmáticos de cobra
Não deixas no cavalo rabo e crina.
Um preço inflacionário, o tempo cobra,
Nas camas dos motéis, belas meninas.
Orgia tão sem nexo se desdobra
Bacantes são as mães, as mãos, as sinas.
Depois fingis ouvir os meus reclames
E um riso desdenhoso já me deste.
Por mais que me pareçam mais infames,
O olhar já se mostrando transmutado,
O moço tão simplório vira peste,
Subornos te fizeram deputado...
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