Tantas vezes te quis por companheiro
Nas estradas distantes do sertão.
Nas planícies, planaltos. Mundo inteiro.
Nas horas mais benditas: coração!
Nas altas cordilheiras sinto o cheiro.
Nos templos, bela musa. Na amplidão.
Procuro por teu braço alvissareiro
E encontro muitas vezes, solidão...
Canto-te nos poemas, nada escutas.
Imploro-te com força em meus lamentos.
Por tantas vezes grito, mas relutas.
Distante; mesmo assim adorador
Nos versos que te faço, sofrimentos.
Aonde te encontrar, ó Santo Amor?
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