Um verme passeando nos esgotos,
Em alimento encontra o desperdício,
Assim ao mergulhar num precipício
Alvejo meus caminhos, velhos, rotos.
Depois destes temíveis terremotos
Agora a solidão se mostra um vício,
Amor que imaginei; sonho fictício
Miragem esquecida, ares remotos.
Percebo que tu segues já meus passos,
Um cão mais vagabundo, meu reflexo.
Atados pela merda, nossos laços
Mudando o que pensara ter um nexo,
Talvez por não sobrar-te quase nada
Do nada que hoje sou; vida espelhada.
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