Caminhos da saudade
Fazendo da saudade o quanto trame
Em versos o caminho que desnuda
Ao quanto poderia em mera ajuda
A vida suplantasse algum enxame,
Bebendo a imensidão que sei quanto ame
A luta quando a glória se amiúda
E traça a cada engano o quanto acuda
Ou mesmo noutro instante a vida clame.
Eu quero e possa sempre ser assim,
O início desvendando o meio e o fim,
Vencendo as mais diversas ilusões,
Narcotizado encanto em olhos, lábios,
Caminhos desejados, raros, sábios,
Momentos onde a insânia tu me expões...
Marcos Loures
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