Não quero mais cantar a grande farsa
Que forjas sem querer, e não mergulhas.
De tanto nos amamos, se disfarça
Amor quando termina, nem fagulhas...
Agruras com agulhas pontiagudas,
Penetram em quem sempre quis te ter.
Não quero mais que venhas e me acudas.
As dores que encontrei, eu vou viver...
Mas sinto um novo brilho no caminho,
Um resto de esperança que agoniza.
Amor se necessita de carinho,
Senão de vento forte, morre em brisa.
Mas quero teu cantar que é minha prece,
Meu coração, insano, te obedece...
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