Quem fora simplesmente sem destino,
Buscando noutros cantos seu remanso.
Agora que se encontra qual menino,
Deitado no teu colo, meu descanso...
Perfumes que deixaste no caminho,
São rastros espalhados para mim,
Sedento por delícias de carinho,
Persigo cada passo, até o fim.
Não quero mais invernos, só calor.
Não quero mais o frio, só lareira.
Eu quero desfrutar do teu amor,
Quem sabe, uma aurora derradeira...
Querida, não me deixe nunca mais.
Eu quero em ti morrer de amar demais...
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