segunda-feira, 2 de abril de 2012

Tempestas

Tempestas


O quanto do oceano fosse amigo
Do velho marinheiro em noite mansa,
Meu barco rumo ao cais decerto avança
E assim a cada instante além prossigo,

Porém ao me encontrar, fúria e perigo,
Tempesta silencia esta bonança
E a vida se mostrando enquanto lança
O todo que trouxera em desabrigo,

A sórdida expressão desta heresia
Que tanto noutro passo poderia
Mostrar em calmaria o quanto resta,

A falsa segurança se expressara
Na imensa solidão que se prepara
E invade deste sonho cada fresta...

Loures

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