RESTANDO O QUE DESTROÇA
Não quero acreditar no quanto possa
A farsa que montaste a cada instante
Marcando com terror o que adiante
Tramando a cada engano a imensa fossa,
Restando o quanto vejo e nos destroça
Na pútrida expressão equidistante
Mostrando o mesmo nada doravante
Enquanto a solidão decerto roça,
Envolvo meus anseios nos teus erros
E sei do quanto siga em tais desterros
Na ausência ou na angústia que trouxeste,
O mundo sem sentido e sem proveito
Recende ao quanto alheio, ainda aceito,
Negando este cenário antes celeste...
Marcos Loures
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