segunda-feira, 28 de maio de 2012

Tal incêndio consome meu interior! SOL FIGUEIREDO e marcos loures

Tal incêndio consome meu interior! SOL FIGUEIREDO e marcos loures

Esse sentimento parece explodir,
Invadiu todo o meu corpo a dentro,
Tu és para mim, o único centro,
Já nem aguento, estás aqui a me consumir!

Queimando-me pouco a pouco, esquento,
Altas labaredas e fagulhas a cuspir,
Um vulcão de larvas em mim a implodir,
Esse sentir, sim, devora-me por dentro!

Nunca e nem ninguém jamais provocou...
Tal incêndio consome meu interior,
Penso e tento ser, enfim, só o teu amor,
Aumenta o tormento, por ti buscou!

Restou a esperança que há porvir,
Sentir que nosso amor, por fim, vai fluir!

© SOL Figueiredo

Fluindo entre diversas tempestades,
O rio se encaminha para o mar,
É nisto que consiste o bem de amar
E nele mansamente agora invades,

Ousar acreditar, rompendo grades,
Tateio pouco a pouco, devagar,
E quando me imagino a divagar
Encontro nos teus olhos, claridades.

Traçando em poucas linhas, num soneto,
Ao quanto se apresenta, eu me arremeto,
E sigo cada rastro que tu deixas,

Embora mal percebas sigo os passos
E mesmo quando enfrento dias lassos,
Jamais escutarás; de mim, vãs queixas...

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