segunda-feira, 28 de maio de 2012

VENTO FRIO...

VENTO FRIO...

Nos umbrais percebendo o vento frio
Que invade sem perguntas, toma tudo.
Coração vai entregue e tão vazio,
Sem canto e sem promessa onde me iludo.

O meu mar se asfixia, perde um rio
No sentimento ignóbil, seco, rudo,
Impede a sensação de um novo estio,
Deixando-me calado, inerte, mudo...

Somente me restando uma saída
Do labirinto atroz desta saudade.
Tramando a solução em minha vida,

Pr’a todas incertezas quando houver,
Sozinho, sem ter porto, sem mulher...
Restando só um sopro da amizade...

MARCOS LOURES

Nenhum comentário: