VENTO FRIO...
Nos umbrais percebendo o vento frio
Que invade sem perguntas, toma tudo.
Coração vai entregue e tão vazio,
Sem canto e sem promessa onde me iludo.
O meu mar se asfixia, perde um rio
No sentimento ignóbil, seco, rudo,
Impede a sensação de um novo estio,
Deixando-me calado, inerte, mudo...
Somente me restando uma saída
Do labirinto atroz desta saudade.
Tramando a solução em minha vida,
Pr’a todas incertezas quando houver,
Sozinho, sem ter porto, sem mulher...
Restando só um sopro da amizade...
MARCOS LOURES
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