MAIS TACANHO
Ainda quando fosse mais tacanho
Meu verso sem sentir o que, talvez,
A vida se moldando em lucidez
Tramasse no caminho aonde entranho,
Inebriante estágio onde este estranho
Cenário rouba o quanto se desfez
E gera no final a insensatez
Deixando para trás já qualquer ganho.
Eclodem em artérias mil torrentes
E nelas o que possa e mesmo tentes
Explicam o jamais imaginável,
Meu barco sem timão segue à deriva
Enquanto à própria sorte o sonho priva
Tornando meu lamento interminável.
Marcos Loures
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